Legislação

Eleições 2026: Nunes Marques assume o TSE para testar os limites da regulação contra Deepfakes

O TSE, sob a nova presidência de Nunes Marques, foca na aplicação da Resolução 23.732/2024 contra deepfakes e no rigoroso julgamento de inelegibilidades para as Eleições 2026

Norbert
12 de maio de 20268 min
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Resumo

O TSE, sob a nova presidência de Nunes Marques, foca na aplicação da Resolução 23.732/2024 contra deepfakes e no rigoroso julgamento de inelegibilidades para as Eleições 2026. A Corte testa os limites da regulação de IA nas campanhas eleitorais.

Eleições 2026: Nunes Marques assume o TSE para testar os limites da regulação contra Deepfakes#

O mês de maio de 2026 marca uma transição fundamental no comando e na pauta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com a posse do ministro Kassio Nunes Marques na presidência da Corte — sucedendo a ministra Cármen Lúcia —, o tribunal adentra a fase crítica do calendário eleitoral nacional. O grande desafio estrutural da nova gestão será capitanear o primeiro pleito presidencial sob as rigorosas regras que limitam o uso da Inteligência Artificial (IA), além de definir leading cases sobre abuso de poder.

Se em 2024 as eleições municipais serviram como laboratório regulatório, 2026 é o teste de fogo para a integridade da informação política no país e para a responsabilidade jurídica das Big Techs.

Tolerância Zero para Deepfakes e a Resolução 23.732#

O núcleo duro da pauta eleitoral nos próximos meses concentra-se nas primeiras representações sobre o uso de "conteúdo sintético" em pré-campanhas. A baliza normativa é a Resolução TSE nº 23.732/2024, que atualizou as regras de propaganda e instituiu a proibição absoluta de deepfakes — conteúdos gerados ou manipulados por IA para adulterar áudio, vídeo ou imagem de candidatos, criando situações que nunca existiram.

Para a eleição nacional, o TSE fixou critérios cirúrgicos:

  1. Obrigatoriedade de Rótulo: Qualquer material impulsionado ou não que utilize IA para criação de cenários ou edição estética deve conter um aviso explícito ao eleitor.
  2. Vedação de Avatares e Chatbots: A comunicação automatizada de campanha não pode simular interações humanas genuínas com o cidadão.
  3. Punição Draconiana: O uso irregular de ferramentas de manipulação algorítmica deixou de ser uma mera infração de propaganda. A conduta é agora qualificada como abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação, sujeitando o infrator à cassação do registro ou do mandato, além de sanções criminais.

O tribunal exigirá das plataformas digitais uma atuação proativa. As redes sociais foram atraídas para a responsabilidade solidária, devendo remover conteúdos flagrantemente antidemocráticos, discursos de ódio ou deepfakes de imediato, sob o risco de punições severas caso permitam a viralização do material.

O Peso da Pauta: Governadores e as Regras do Jogo#

A par da fronteira digital, o plenário físico do TSE terá de esvaziar a pauta de inelegibilidades de alto calibre antes das convenções partidárias de agosto. O recado que a Corte pretende passar é claro: a máquina pública não pode ser instrumentalizada.

Dois julgamentos iminentes prometem redesenhar as forças regionais. O TSE deve concluir a análise do recurso que envolve o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, por supostos abusos de poder político e econômico, decisão que afetará a espinha dorsal das alianças fluminenses. Da mesma forma, a Corte analisa a cassação de Antonio Denarium (governador de Roraima). Este último é tratado como um caso paradigmático sobre o uso eleitoreiro de programas sociais de transferência de renda em ano de pleito.

O Calendário Implacável#

Na métrica do Direito Eleitoral, o tempo é um fator de nulidade processual. Com a janela de convenções partidárias se aproximando (20 de julho a 5 de agosto), o TSE precisa entregar segurança jurídica. A pacificação de teses, desde o cerco às fraudes à cota de gênero remanescentes de 2024 até a repressão algorítmica, guiará o comportamento de coordenadores de campanha.

Sob a batuta de Nunes Marques, o TSE se prepara para aplicar o rigor técnico da lei em um ambiente cada vez mais volátil. O recado institucional está dado: a tecnologia não pode ser escudo para a fraude, e a liberdade de expressão não abriga a falsificação do debate público.


Esta matéria foi produzida com assistência de IA e revisada pelo Revisor Jurídico Gauss.

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